quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Diabomotivo

O Diabomotivo

Estudos para um Totem da Cultura
 ".O poder, refinadamente aparelhado pelo saber lança, para o controle de tudo e de todos, toda sua força - sem contra-poderes?- contra o mundo  num jogo em que o saber  sempre fica de fora. Que jogo seria  esse e por que o saber estaria sempre fora dele? Einstein sugeriu a feitura da bomba e depois se arrependeu...Mas, a bomba foi feita e duas delas foram lançadas  sobre Hiroshima e Nagasaki matando e milhares  de pessoas de todas as idades, na hora...Louis Fieser, um criativo químico  Harvardiano, por sua vez,  ficou surpreso ao saber em 1966? que o exército americano já tinha lançado sobre o povo vietnamita mais de 100 mil toneladas de "Napalm", uma invenção sua dos anos 40,  matando literalmente queimados milhares de civis inocentes, sem contar com a vida vegetal e animal ao largo, sem que ele tivesse conhecimento disso. É o que se diz.*..Mas, por que o saber, o poder em sua essência,  fica sempre de fora do jogo do poder? O melhor, me parece, é perguntar ao sociólogo Auguste Comte, é bem  possível que ele nos instrua sobre "la raison d'être" dessa curiosa indigência. Para ajudar na reflexão diz o filósofo Michel Serres que "não existe “ciência pura”, isenta das influências do Estado, da economia e da comunicação. Essas instâncias tem influência decisiva na produção e distribuição do saber" http://pt.shvoong.com/tags/michel-serres/
Saudações da pARTE do Hélio Rôla
 * The Social Responsibility of the scientist p.82 Edited by Martin Brown (1971) The Free Press  New York

Um comentário:

bioculturalia disse...

Esta bacana sua pintura caro amigo.
Forte abraço.