
Stalin e Trotsky
"(Joseph) Stalin e Trotsky pensavam de duas maneiras diversas sobre a revolução. Stalin, para consolidar seu poder, aferrou-se à sua teoria do socialismo em um só país, e restringiu todo indício de democracia e pluralidade. Trotsky, com sua teoria da revolução permanente, pensava que a vitória na Rússia era só um passo para depois seguir pela Europa"."Mas Stalin praticamente traiu a possível revolução chinesa em 1926-1927, não permitiu uma aliança entre as forças de esquerda na Alemanha que poderiam evitar a subida de Adolf Hitler ao poder, manietou a Internacional Comunista e, na Espanha, durante a guerra civil (1936-1939), exigiu que se lutasse pela vitória sem fazer a revolução. Era o menos brilhante, mas demonstrou ser o mais astuto e sibilino.”
Trotsky matou quantos?
"Devemos dar um fim, de uma vez por todas, à fábula acerca do caráter sagrado da vida humana”.
Atribui-se essa frase a ele mas há quem diga que Trotsky jamais matou alguém, dizem que ele somente ordenou o massacre e execuções dos revoltosos de Kronstadt ( Operação limpeza?) A Revolta de Kronstadt foi uma insurreição de marinheiros contra o governo russo (bolchevique). Foi o último confronto armado de importância da Guerra Civil Russa . A revolta aconteceu nas primeiras semanas de Março de 1921, em Kronstadt, uma fortaleza naval localizada na ilha de Kotlin, no Golfo da Finlândia. Tradicionalmente, Kronstadt servia de base para a frota báltica russa e de defesa marítima para a cidade de São Petersburgo (mais tarde chamada Petrogrado, depois Leningrado e então São Petersburgo novamente, que é seu atual nome), a 35 milhas de distância." Os revoltosos foram massacrados e milhares executados sumariamente
" A União Soviética começa com o intúito de acabar com a tirania, de acabar com a exploração, de acabar com a pobreza, de acabar com a miséria, de acabar com o abuso, porque todos os pensadores marxistas ou comunistas pensam que tem uma teoria que justifica o que eles decidam pelos outros e terminam por gerar outra tirania. Se eu quero que os outros se comportem como eu quero, gero uma tirania. Por isso é que a democracia é uma obra de arte. Se não existe uma incerteza, uma democracia pode se tornar uma tirania. Porém isso não quer dizer que não vou fazer nada. Quer dizer simplesmente que o que não vou fazer é gerar uma tirania" Humberto Maturana La Democracia és una Obra de Arte
" Uma idéia contra uma idéia continua sendo a mesma idéia, embora dotada de sinal negativo. Quanto mais se opõe a algo, mais se permanece no mesmo âmbito de pensamento" Michel Serres Luzes
Qual Ditador Matou Mais Em Todos Os Tempos
Summary rating: 5 stars 7 Avaliações
Autor : Revista Superinteressante
Resumo de : gersonivan
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Em números absolutos, o maior matador foi o ditador chinês Mao Tsé-tung, que mandou nada menos que 77 milhões de compatriotas para o além. Em percentual relativo, o líder mais sanguinário foi o general Pol Pot, que assassinou "apenas" 2 milhões de pessoas - um terço da população do Camboja, país em que ele foi primeiro-ministro entre 1976e 1979. Abaixo segue a relação dos 10 governantes mais assassinos de todos os tempos. A relação tem como critério básico o total de mortes causadas pela ação ou omissão de lideres com poderes ditaroriais. Isso inclui desde fuzilamento no paredão até grandes fomes causadas por uma guerra civil.- Mao Tsé-tung China (1893-1976) 77 000 000- Joseph Stalin URSS (1879-1953) 43 000 000- Adolf Hitler Alemanha(1889-1945) 21 000 000- Kublai Khan Mongólia (1215-1294) 19 000 000- Imperatriz Cixi China (1835-1908) 12 000 000- Leopoldo 2o. Bélgica (1835-1909) 10 000 000- Chiang Kai-Shek China e Taiwan (1887-1975) 10 000 000- Gêngis Khan Mongólia (1162-1227) 4 000 000- Hideki Tojo Japão (1884-1948) 4 000 000- Pol Pot Camboja (1925-19980 2 000 000
Os cães do assassino de Trotsky
AUTOR: Dália ACOSTA
Traduzido por Omar L. de Barros Filho
Havana – O homem que matou León Trotsky por encomenda dos serviços secretos soviéticos e passou 20 anos em uma prisão mexicana sem falar, no final de seus dias radicou-se na capital cubana, onde costumava, diariamente, passear com seus cachorros pela Quinta Avenida do bairro residencial de Miramar.
Ramón Mercader
"Nunca houve cães assim em Cuba, nem voltará a haver", disse à IPS o escritor cubano Leonardo Padura, que trabalha nos últimos detalhes de um romance sobre as "peripécias, intrigas e perseguições" que cercaram, no México, o assassinato de Trotsky (1879-1940), um dos principais líderes da chamada Revolução de Outubro (Rússia, 1917).
"Um romance como esse somente pode se escrever obcecado com esta história", comentou o jornalista e narrador, autor de obras literárias que prescrutam a realidade cubana atual como "Vientos de Cuaresma" (1994), "Pasado perfecto" (1995), "Máscaras" (1997), "Paisaje de Otoño" (1998), "La novela de mi vida" (2001) e "La neblina del ayer" (2005).
"O homem que amava os cães", um título com que Padura pretende render homenagem ao escritor norte-americano Raymond Chandler (1888-1959), é narrado em três linhas paralelas: o exílio de Trotsky de 1929 até sua morte em 1940, a preparação e execução de seu assassinato, e o destino posterior do assassino ou "braço executor", em Moscou e depois em Cuba.
Padura conta a peregrinação do exilado Trotsky por Alma-Ata (Cazaquistão), Turquia, França, Noruega e sua estada definitiva em uma "casa-fortaleza" em Coyoacán, cidade do México. E, por outro lado, segue os passos de Mercader del Río desde seus tempos como soldado do Exército Popular espanhol, Moscou, França, Nova York e México. Como em seus livros policiais, onde a trama é apenas um pretexto para submergir na sociedade cubana, o romancista parte do que considera um dos assassinatos mais significativos do século XX, para afundar na luta pelo poder após a morte de Vladimir Ilich Lenin (1870-1924) e a ascensão do fascismo.
"(Joseph) Stalin e Trotsky pensavam de duas maneiras diversas sobre a revolução. Stalin, para consolidar seu poder, aferrou-se à sua teoria do socialismo em um só país, e restringiu todo indício de democracia e pluralidade. Trotsky, com sua teoria da revolução permanente, pensava que a vitória na Rússia era só um passo para depois seguir pela Europa".
"Mas Stalin praticamente traiu a possível revolução chinesa em 1926-1927, não permitiu uma aliança entre as forças de esquerda na Alemanha que poderiam evitar a subida de Adolf Hitler ao poder, manietou a Internacional Comunista e, na Espanha, durante a guerra civil (1936-1939), exigiu que se lutasse pela vitória sem fazer a revolução. Era o menos brilhante, mas demonstrou ser o mais astuto e sibilino.”
“Trotsky era brilhante, orador, culto, mundano, famoso e mítico. Eliminar Trotsky se converteu em uma exigência para que Stalin pudesse conseguir a supremacia e o poder absoluto, inclusive a possibilidade de reescrever a história e roubar um protagonismo que nunca teve. O final é conhecido desde o início, o importante é o como. Por que se frustrou a grande utopia do século XX? É o que, simbolicamente, quero levar para o romance. A perversão começou nos próprios anos 20 e o assassinato de Trotsky colocou o ponto final em qualquer salvação dessa utopia", afirmou o autor
."É algo que também tem a ver conosco. O ser humano não pode viver sem utopia", acrescentou. Há três anos o romancista cubano segue trabalhando na obra que, espera, seja publicada no outono de 2008, pela editora Tusquets, de Barcelona. Durante esse tempo buscou documentos originais, leu livros de história e ficção, consultou mapas urbanos e aprendeu quase de memória os diários do exílio de Trotsky.
Em todo o processo prévio à escrita, Padura sempre tropeçou com o mesmo obstáculo: o silêncio de Mercader del Río. "Esteve 20 anos no cárcere no México e não falou, no tempo em que viveu em Moscou desapareceu e em Cuba foi um fantasma. E imaginei que em alguma oportunidade deveria haver sentido muitos desejos de contar sua história", explica. No romance, Jaime Ramón relata tudo a um joven cubano estudante de veterinária que, apesar de sua promessa de não dizer nada a ninguém, 20 anos depois passa todos os detalhes a um amigo escritor. Os cães se convertem na conexão entre Mercader del Río e o jovem que, por sua vez, marca a distância necessária entre a história e a ficção.
"Como Ramón Mercader amava os cachorros também o homem que ele assassinou os amava. Trotsky tinha quatro galgos russos e quando parte para o exílio em Alma-Ata, leva um com ele. O mesmo amor era compartilhado também pelo jovem veterinário cubano. Qualquer um deles pode ser o homem que amava os cães", comenta.
Pesquisa recomendadaLeón Trotsky - wikipedia Leonardo Padura: con la pluma y con la espada Cuba: Crónicas de una pluma célebre y crítica Literatura-Cuba: La neblina de la crisis
Fonte: http://ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=86670 Artigo original publicado em 27/11/2007Sobre o autorTradução redigida em português do Omar L. de Barros Filho é editor de ViaPolítica e membro de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.URL deste artigo em Tlaxcala: http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=4324&lg=po
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