segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Trotsky matou quantos?


O Comunismo no México Diego Rivera Trotski e Frida"A revolução bolchevique levou Lenin ao poder em 1917. Dois auxiliares de Lenin, cresciam na máquina soviética. Stalin na política e Trotski no exército. A morte de Lenin em 1924 precipitou uma luta entre os dois pelo poder. Ganhou Stalin, Trotski foi expulso do partido comunista em 1927 e do país em 1929. Trotski foi exilado no México em 1937, e foi recebido e hospedado por Kahlo e Rivera na “Casa Azul”de Coyoacán.A atividade de Rivera e Frida no partido comunista foi complexa, Rivera não aceitava dogmas, nem mesmo os dogmas comunistas. Frida acompanhava Rivera , embora tivesse posições próprias. Rivera era na verdade um humanista e um homem livre que procurava através do marxismo exercer o seu amor pelos mais oprimidos de sua terra, e considerava este um caminho justo. Mas como todos os que acreditam na liberdade foi incompreendido. Nos Estados Unidos teve a coragem de pintar Lenin, em um mural encomendado pelos Rockefeller, em Nova York. O mural foi destruído e Rivera despedido. Rivera foi expulso do partido comunista justamente por ter aceito pedidos dos americanos. Aliou-se à Trotski, que já era oposição ao regime comunista de Moscou. Voltou depois ao partido comunista. Era na verdade um liberal, um anarquista, um artista em luta contra a hipocrisia. Seu tema foi sempre nacionalista, procurou o comunismo, porque naquele momento esse era o melhor caminho, era a posição esperada de intelectuais preocupados com a melhoria de vida da maioria. Ser comunista naquele momento da história era o êrro correto"...
Stalin e Trotsky
"(Joseph) Stalin e Trotsky pensavam de duas maneiras diversas sobre a revolução. Stalin, para consolidar seu poder, aferrou-se à sua teoria do socialismo em um só país, e restringiu todo indício de democracia e pluralidade. Trotsky, com sua teoria da revolução permanente, pensava que a vitória na Rússia era só um passo para depois seguir pela Europa"."Mas Stalin praticamente traiu a possível revolução chinesa em 1926-1927, não permitiu uma aliança entre as forças de esquerda na Alemanha que poderiam evitar a subida de Adolf Hitler ao poder, manietou a Internacional Comunista e, na Espanha, durante a guerra civil (1936-1939), exigiu que se lutasse pela vitória sem fazer a revolução. Era o menos brilhante, mas demonstrou ser o mais astuto e sibilino.”
Trotsky matou quantos?
"Devemos dar um fim, de uma vez por todas, à fábula acerca do caráter sagrado da vida humana”.
Atribui-se essa frase a ele mas há quem diga que Trotsky jamais matou alguém, dizem que ele somente ordenou o massacre e execuções dos revoltosos de Kronstadt ( Operação limpeza?) A Revolta de Kronstadt foi uma insurreição de marinheiros contra o governo russo (bolchevique). Foi o último confronto armado de importância da Guerra Civil Russa . A revolta aconteceu nas primeiras semanas de Março de 1921, em Kronstadt, uma fortaleza naval localizada na ilha de Kotlin, no Golfo da Finlândia. Tradicionalmente, Kronstadt servia de base para a frota báltica russa e de defesa marítima para a cidade de São Petersburgo (mais tarde chamada Petrogrado, depois Leningrado e então São Petersburgo novamente, que é seu atual nome), a 35 milhas de distância." Os revoltosos foram massacrados e milhares executados sumariamente
" A União Soviética começa com o intúito de acabar com a tirania, de acabar com a exploração, de acabar com a pobreza, de acabar com a miséria, de acabar com o abuso, porque todos os pensadores marxistas ou comunistas pensam que tem uma teoria que justifica o que eles decidam pelos outros e terminam por gerar outra tirania. Se eu quero que os outros se comportem como eu quero, gero uma tirania. Por isso é que a democracia é uma obra de arte. Se não existe uma incerteza, uma democracia pode se tornar uma tirania. Porém isso não quer dizer que não vou fazer nada. Quer dizer simplesmente que o que não vou fazer é gerar uma tirania" Humberto Maturana La Democracia és una Obra de Arte
" Uma idéia contra uma idéia continua sendo a mesma idéia, embora dotada de sinal negativo. Quanto mais se opõe a algo, mais se permanece no mesmo âmbito de pensamento" Michel Serres Luzes

Qual Ditador Matou Mais Em Todos Os Tempos

Summary rating: 5 stars 7 Avaliações
Autor : Revista Superinteressante
Resumo de : gersonivan
Visitas: 87
Em números absolutos, o maior matador foi o ditador chinês Mao Tsé-tung, que mandou nada menos que 77 milhões de compatriotas para o além. Em percentual relativo, o líder mais sanguinário foi o general Pol Pot, que assassinou "apenas" 2 milhões de pessoas - um terço da população do Camboja, país em que ele foi primeiro-ministro entre 1976e 1979. Abaixo segue a relação dos 10 governantes mais assassinos de todos os tempos. A relação tem como critério básico o total de mortes causadas pela ação ou omissão de lideres com poderes ditaroriais. Isso inclui desde fuzilamento no paredão até grandes fomes causadas por uma guerra civil.- Mao Tsé-tung China (1893-1976) 77 000 000- Joseph Stalin URSS (1879-1953) 43 000 000- Adolf Hitler Alemanha(1889-1945) 21 000 000- Kublai Khan Mongólia (1215-1294) 19 000 000- Imperatriz Cixi China (1835-1908) 12 000 000- Leopoldo 2o. Bélgica (1835-1909) 10 000 000- Chiang Kai-Shek China e Taiwan (1887-1975) 10 000 000- Gêngis Khan Mongólia (1162-1227) 4 000 000- Hideki Tojo Japão (1884-1948) 4 000 000- Pol Pot Camboja (1925-19980 2 000 000


Os cães do assassino de Trotsky

AUTOR: Dália ACOSTA
Traduzido por Omar L. de Barros Filho
Havana – O homem que matou León Trotsky por encomenda dos serviços secretos soviéticos e passou 20 anos em uma prisão mexicana sem falar, no final de seus dias radicou-se na capital cubana, onde costumava, diariamente, passear com seus cachorros pela Quinta Avenida do bairro residencial de Miramar.





Ramón Mercader




E foi nesta Quinta Avenida onde o cineasta cubano Tomás Gutiérrez Alea (1928-1996) viu pela primeira vez aqueles cães e entendeu que eram os exemplares corretos para seu último filme, no qual narra a história de uma família da alta burguesia cubana, que se isola em sua mansão para ignorar as mudanças que se sucederam ao triunfo da Revolução em 1959. Os cachorros do catalão Ramón Mercader del Río (1914-1978), então conhecido na ilha como Jaime Ramón, foram vistos por muitas pessoas no mundo nas seqüências de "Los sobrevivientes" (1978), uma das obras-primas do diretor de "Memorias del Subdesarrollo"(1968) e "Fresa y Chocolate" (1993).
"Nunca houve cães assim em Cuba, nem voltará a haver", disse à IPS o escritor cubano Leonardo Padura, que trabalha nos últimos detalhes de um romance sobre as "peripécias, intrigas e perseguições" que cercaram, no México, o assassinato de Trotsky (1879-1940), um dos principais líderes da chamada Revolução de Outubro (Rússia, 1917).







"Um romance como esse somente pode se escrever obcecado com esta história", comentou o jornalista e narrador, autor de obras literárias que prescrutam a realidade cubana atual como "Vientos de Cuaresma" (1994), "Pasado perfecto" (1995), "Máscaras" (1997), "Paisaje de Otoño" (1998), "La novela de mi vida" (2001) e "La neblina del ayer" (2005).
"O homem que amava os cães", um título com que Padura pretende render homenagem ao escritor norte-americano Raymond Chandler (1888-1959), é narrado em três linhas paralelas: o exílio de Trotsky de 1929 até sua morte em 1940, a preparação e execução de seu assassinato, e o destino posterior do assassino ou "braço executor", em Moscou e depois em Cuba.
Padura conta a peregrinação do exilado Trotsky por Alma-Ata (Cazaquistão), Turquia, França, Noruega e sua estada definitiva em uma "casa-fortaleza" em Coyoacán, cidade do México. E, por outro lado, segue os passos de Mercader del Río desde seus tempos como soldado do Exército Popular espanhol, Moscou, França, Nova York e México. Como em seus livros policiais, onde a trama é apenas um pretexto para submergir na sociedade cubana, o romancista parte do que considera um dos assassinatos mais significativos do século XX, para afundar na luta pelo poder após a morte de Vladimir Ilich Lenin (1870-1924) e a ascensão do fascismo.
"(Joseph) Stalin e Trotsky pensavam de duas maneiras diversas sobre a revolução. Stalin, para consolidar seu poder, aferrou-se à sua teoria do socialismo em um só país, e restringiu todo indício de democracia e pluralidade. Trotsky, com sua teoria da revolução permanente, pensava que a vitória na Rússia era só um passo para depois seguir pela Europa".
"Mas Stalin praticamente traiu a possível revolução chinesa em 1926-1927, não permitiu uma aliança entre as forças de esquerda na Alemanha que poderiam evitar a subida de Adolf Hitler ao poder, manietou a Internacional Comunista e, na Espanha, durante a guerra civil (1936-1939), exigiu que se lutasse pela vitória sem fazer a revolução. Era o menos brilhante, mas demonstrou ser o mais astuto e sibilino.”
“Trotsky era brilhante, orador, culto, mundano, famoso e mítico. Eliminar Trotsky se converteu em uma exigência para que Stalin pudesse conseguir a supremacia e o poder absoluto, inclusive a possibilidade de reescrever a história e roubar um protagonismo que nunca teve. O final é conhecido desde o início, o importante é o como. Por que se frustrou a grande utopia do século XX? É o que, simbolicamente, quero levar para o romance. A perversão começou nos próprios anos 20 e o assassinato de Trotsky colocou o ponto final em qualquer salvação dessa utopia", afirmou o autor.
"É algo que também tem a ver conosco. O ser humano não pode viver sem utopia", acrescentou. Há três anos o romancista cubano segue trabalhando na obra que, espera, seja publicada no outono de 2008, pela editora Tusquets, de Barcelona. Durante esse tempo buscou documentos originais, leu livros de história e ficção, consultou mapas urbanos e aprendeu quase de memória os diários do exílio de Trotsky.
Em todo o processo prévio à escrita, Padura sempre tropeçou com o mesmo obstáculo: o silêncio de Mercader del Río. "Esteve 20 anos no cárcere no México e não falou, no tempo em que viveu em Moscou desapareceu e em Cuba foi um fantasma. E imaginei que em alguma oportunidade deveria haver sentido muitos desejos de contar sua história", explica. No romance, Jaime Ramón relata tudo a um joven cubano estudante de veterinária que, apesar de sua promessa de não dizer nada a ninguém, 20 anos depois passa todos os detalhes a um amigo escritor. Os cães se convertem na conexão entre Mercader del Río e o jovem que, por sua vez, marca a distância necessária entre a história e a ficção.
"Como Ramón Mercader amava os cachorros também o homem que ele assassinou os amava. Trotsky tinha quatro galgos russos e quando parte para o exílio em Alma-Ata, leva um com ele. O mesmo amor era compartilhado também pelo jovem veterinário cubano. Qualquer um deles pode ser o homem que amava os cães", comenta.
Pesquisa recomendadaLeón Trotsky - wikipedia Leonardo Padura: con la pluma y con la espada Cuba: Crónicas de una pluma célebre y crítica Literatura-Cuba: La neblina de la crisis
Fonte: http://ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=86670 Artigo original publicado em 27/11/2007Sobre o autorTradução redigida em português do Omar L. de Barros Filho é editor de ViaPolítica e membro de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.URL deste artigo em Tlaxcala: http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=4324&lg=po

Fortaleza é nossa debilidade
Promova o silêncio

2 comentários:

Anônimo disse...

o Texto é muito bom. Quantas informações e dados importantes, antes dissipados.
Parabéns!

Prof. Luís Melo

Rogério disse...

Download do filme O Assassinato de Trotsky - http://bit.ly/MCU3yQ